quinta-feira, 28 de abril de 2016

Curso de Autoestima - 004_Ninguém Está Chegando



Curso Autoestima

004_Ninguém Está Chegando

Aquele que espera um milagre para continuar vivo e nada faz para que isso aconteça,
corre o risco, enquanto espera, de morrer.
Alejandro Ariza

É possível que este capítulo desmoralize a algum leitor muito sensível; porém, me interessa deixar muito claro que essa não é a intenção da reflexão desde capítulo. Não, em absoluto. O que acontece é que nos confrontamos com uma grande verdade, topamos com uma clássica dinâmica psicológica que nos limita o progresso, e é a seguinte: A imensa maioria de nós vive “esperando” que alguém venha a nos salvar quando passamos por momentos de dificuldade. Muitos de nós vivemos aguardando “a chegada do salvador”, e nessa espera nos posicionamos em uma cômoda circunstância, passiva, sedentária, inativa e aguardando um milagre, nada fazendo por nós mesmos. 

Esta tem sido uma das lições mais duras em minha vida.
Viver com a contínua esperança de que alguém ou algo nos salvará, viver com a ilusão de que no momento menos esperado de alguma dificuldade que afrontamos chegará nosso salvador, nos impede de desenvolvermos nosso potencial de êxito em sua plena totalidade. Quando digo “salvador” me refiro a figuras tais como: o pai, a mãe, o irmão mais velho, o amigo generoso e de grande bondade, a loteria nacional, o noivo, o sogro, seu chefe no trabalho, o Espírito Santo, um bilhete de alta denominação que tiramos, algum erro do caixa do banco que não nos cobrou os juros de nosso cartão de crédito, o sacerdote, o advogado, o anjo da guarda, o governo, Deus ou como você o conheça, o líder sindical, o marido, a avó milionária, o mestre corrupto que com algum dinheiro nos ajuda, o filho pródigo, o chefe que reconheça o quanto trabalha, etc. como vê, abundam as figuras de “o salvador”, e é por isso que temos acreditado que pelo menos um deles vem em nosso auxílio. 

Caramba! Se são tantos, pelo menos um deveria estar inclinado aos nossos problemas e vir para nos salvar. Quantas pessoas pensam assim? Pois posso garantir que muitas, muitíssimas pelo menos em um nível inconsciente; assim vive a maioria das pessoas. Falo do México porque esse é o país que mais me importa, é onde vivo e onde pude crescer e me desenvolver. Por isso quero contribuir com essa reflexão, para que despertemos e nos demos conta de que ninguém virá para nos ajudar, mas longe de ser uma atitude pessimista, creio firmemente que é uma postura que fortalece nossa responsabilidade e nos faz autênticos donos de nossa própria vida, com todos os resultados que nela geramos, nada mais. 

Farei uma pergunta e suplico que por favor seja sincero. O que é a primeira (primeiríssima) coisa em que pensa quando tem algum problema? Insisto, seja sincero, afinal, ninguém está olhando para o que pensa. Por acaso pensa em “alguém”? Se sua resposta for afirmativa, eu o felicito por ser sincero, você pertence à maioria das pessoas que está esperando um salvador (noivo, padre, amigo, etc.). Não se sinta mal se pensa assim. Eu posso garantir que já é parte de um inconsciente coletivo. 

De fato, posso até dizer que uma das razões pela qual muitas mulheres buscam um companheiro, é para que ele seja seu salvador e “as tirem da pobreza”. Conhece gente assim? Eu conheço. É uma forma de agir a qual já não nos damos conta, simplesmente assim raciocina a maioria.
Pois é nesse momento onde conferimos ao outro a habilidade de nosso triunfo para sairmos garbosos de algum problema. Creio que isso tem nos prejudicado enormemente: dar a outro o que nos pertence por ser nosso. Está aí o grande erro: endossar a responsabilidade necessitando então desta outra pessoa. Temos gerado crenças erradas ao redor de tudo isso, valorizando mais a grande empresa na qual trabalhamos, o nível social superior, uma ampla rede de contatos pessoais, ao invés de nós mesmo, e nossa capacidade de criar e nos valermos por nós mesmos; não quero que pensem que estou sugerindo que vivam em uma ilha deserta como Robinson Crusoe, nem que um ambiente favorável é errado. A ideia principal é que isso não substitui seu verdadeiro valor: Você.

A necessidade que está ligada ao objeto ou alguém, concede a este, poder ou controle sobre suas emoções

WAYNE DYER escritor estadunidense

Em contraste, pude observar que as pessoas com grande autoestima se fazem drasticamente donas de si e pensam em resolver seus problemas por si mesmas. São pessoas que têm o conhecimento sadio de que ninguém virá em seu auxílio. São seres que tomam a iniciativa e não esperam que lhe aconteçam as coisas, mas que fazem com que as coisas aconteçam para seguir adiante. São autênticos líderes. São as pessoas que fazem a diferença em sua sociedade. São as que se convertem magicamente nos salvadores que os demais esperam. Percebe a enorme diferença nessa poderosa escolha? Na escolha de não esperar e optar pela ação. Optar por fazer com que as coisas aconteçam, esse é o mais autêntico poder pessoal.
Esta semana quero convidá-lo a um grande momento para crescer. Reflita e opte por esse grande poder pessoal que você leva dentro de si. Perceba que nada vira “resgatá-lo”. Mas perceba sem pena ou decepção, sem tristeza ou dor. Perceba que você não necessita que alguém venha para que siga adiante. A única coisa que precisa saber é que é você o único responsável por seus atos e que dentro de você se encontra suficiente força para iniciar a ação que o levará ao êxito que busca. Eu posso garantir que quando você “se der conta” plenamente deste grande segredo para triunfar, aparecerá em sua vida um enorme e transbordante prazer por saber que tudo depende exclusivamente de você. De ninguém mais. Este prazer é o resultado de saber ser o autor exclusivo de sua própria vida. Inclusive, pode chegar a perder o certo temor da solidão, e até a desfrutará de vez em quando. 

Comparemos a filosofia de vida de uma pessoa de baixa autoestima comum com uma de alta autoestima comum, para tomarmos um exemplo contrastante que nos clareie ainda mais o aprendizado. A pessoa de baixa autoestima geralmente vive esperando que chegue a boa sorte, comumente espera que alguém venha ajudá-lo, enquanto que na cultura da alta autoestima comum, a pessoa nunca espera que alguém venha em seu auxílio para se iniciar a ação, ela faz as coisas necessárias para se encontrar com a boa sorte. Ela sabe que ninguém virá, então logo inicia a ação que o levará adiante de imediato. Em sua solidão se confronta com seu próprio desejo de superação e não espera por ninguém, mas imediatamente põe as mãos à obra. 

Possivelmente este é também um reflexo do que acontece em termos gerais, a diferença entre primeiro e terceiro mundo. Qual sua opinião a respeito?

Gostaria de lhe explicar uma teoria que tenho a respeito do surgimento desse inconsciente coletivo de passividade (no qual se vive esperando, a cultura da dificuldade) nessa atitude de espera. Uma é a religião e a outra é o sistema de governo. Porém, antes de explicar minha teoria, permita-me clarear enfaticamente que nada tenho contra nossa religião ou a respeito das diferentes formas de governo. Simplesmente é uma análise objetiva do que poderia ser a causa deste inconsciente coletivo de passividade no qual vivem a maioria das pessoas. Primeiro a religião: você sabe, como eu, que a religião nos incutiu uma vasta rede de crenças, muitas das quais não pensamos a respeito, e não podemos sair delas. Para sair desta rede de crenças, a única coisa que se deve fazer é questionar-se a respeito delas, e desta forma, podemos perceber se ela tem servido para nosso crescimento ou se tem nos limitado em nosso desenvolvimento. 

Questionando desta forma, pude observar que a muitos de nós foi dito durante muito tempo que “logo virá o Salvador...”, ou coisas tais como: ”está próxima a segunda vinda do Salvador...”, e outras semelhantes. E assim se foi forjando (devagar, mas profundamente) em nosso inconsciente a ideia de que alguém virá, alguém nos ajudará, alguém nos libertará do problema. Essa postura é muito cômoda. A única decepção que a maioria de nós tem, é que não nos disseram quando. Se soubéssemos quando virá o Salvador, estaríamos fazendo outra coisa em nossa vida, não vê? Talvez seja por isso que não nos disseram quando. Apenas nos iludiram. Mas tudo bem, a esperança é a última que morre. Como você pode ver, dessa maneira se criou uma atitude de espera na mente de cada um de nós, ou pelo menos na imensa maioria das pessoas, que não tem um conhecimento profundo de nossa religião (como pode ser o seu caso também). Assim nasce uma espera para viver a plenitude e a paz. Caramba! Se soubéssemos que essa plenitude e paz já podem ser vividas aqui e agora, apenas acreditando que nada virá, seja um mortal ou um personagem divino!

Por outro lado, nossas formas de governo durante muitas décadas instalaram um regime paternalista para o cidadão. Assim todos vivíamos esperando. Era o caso do burocrata que esperava a quinzena (embora não merecesse), era o caso do aluno que esperava ser aprovado nessa escola do governo (embora não merecesse), era o caso dos atletas que representavam nossa nação e esperavam que se patrocinassem seus gastos durante suas disputas (mesmo que não merecessem), era o caso de você e eu que esperávamos que nossos dirigentes resolvessem nossos problemas de poluição e congestionamentos no tráfego (sem que fizéssemos nada a respeito), era o caso do trabalhador que esperava a solução de seus problemas graças a seu líder sindical (mesmo que não tivesse nada a fazer). A lista é interminável, e a frequência desse regime paternalista foi outra causa para que se criasse na maioria de nós a atitude de espera.
Por favor, devemos jogar para o alto essa atitude medíocre! Devemos sair desse inconsciente coletivo “percebendo” o dano que isso nos traz. É a única forma para sair do inconsciente coletivo, é preciso perceber isso. E rapidamente criar um novo inconsciente coletivo, repleto de uma Nova Consciência do nosso próprio valor e onde sabemos que nada virá, mas sabendo com uma autêntica postura de responsabilidade. Assim eu gostaria de ter começado esse capítulo, com o título: “Ninguém Está Chegando: Uma Saudável Postura de Responsabilidade”. Saber que ninguém está vindo não é para deixá-lo deprimido porque não chegará o Salvador. Não, não, não. Essa é a sã atitude do Poder Pessoal para iniciar a ação que nos levará ao resultado que queremos. Esse poder está em você e só em você. Esta é a posição sábia, onde o sucesso pessoal é vivido.

Confesso que não tem sido fácil para mim dividir esses argumentos com você. Muitas vezes, eu mesmo sigo esperando que venha alguém para me ajudar. Por favor, não creia que ao ser sincero com você eu revele minha incongruência entre o que vivo e o que escrevo. Não! Por favor. Só quero deixar claro que não é tão fácil escapar deste inconsciente coletivo. Então assim como confesso isso, também digo que faço isso cada vez mais (e falo com orgulho de meu crescimento e desenvolvimento). Cada vez mais me dou conta de que ninguém virá, então, em seguida, começo do começo. Quando cresci e “percebi” que já não teria o apoio do “papai” para meus gastos, quando tive que pagar o telefone de minha casa e meu celular, quando tive que pagar os gastos de meu automóvel, quando tiver que resolver sozinho meus problemas fiscais, percebi que ninguém viria, pelo menos meu “papai” não. 

Foi frustrante perceber que meu pai podia me ajudar e mesmo assim não o fazia, ele tinha e continua tendo o dinheiro suficiente (e mais) para resolver meus problemas financeiros, e mesmo assim não me ajuda como quero! Bom, depois de ter pensado adjetivos nefastos acerca de meu pai em alguma época da minha vida (não posso negar), hoje eu melhor decidi “relaxar minhas coronárias”, e sabiamente me livrar dessa postura que gera sofrimento: esperar algo de alguém. Saber que ninguém virá diminuiu enormemente meu sofrimento. Grande parte dos conflitos humanos na vida surgem porque se espera algo de alguém, mesma coisa que nunca chega.
Já passou por algo semelhante? Já viu como tenho razão? Se você espera que alguém venha para dar uma volta, corre o risco de ficar sem dar uma volta. Se você espera que alguém lhe dê um beijo para ser feliz, corre o risco de ficar infeliz. Se você espera reconhecimento de sua esposa e filhos para se sentir um homem realizado, corre o risco de ficar amargurado. Se espera um excelente tratamento por parte de alguém para se sentir pleno e feliz, joga com a opção de sentir o sofrimento e a frustração e decepcionar-se. Se você espera que alguém sempre esteja com você para que se sinta bem, eu garanto que vai se sentir mal em muitas ocasiões. Se você espera que alguém chegue na hora em que mandou para poder ir dormir, corre o risco de padecer uma larga insônia. Já viu por que lhe convém não esperar? Insisto! É sadio – psicologicamente falando – saber que ninguém está chegando. Esperar algo de alguém ou algo da providência, resulta ser uma amarra em sua vida, e toda amarra é um impedimento para viver em um nível superior de consciência, nos impede de crescer. 

Quanto mais amarrados (pela espera) estamos com pessoas, coisas, ideias ou emoções, menos temos capacidade para experimentar esses fenômenos com autenticidade. Tente apertar a água em suas mãos esperando que aí ela se retenha, e vai perceber a rapidez com que ela escorre pelas suas mãos. Agora, deixe uma de suas mãos abertas enquanto toca a água e poderá se satisfazer dela o quanto queira.

De alguma maneira, sempre soube que depender de uma coisa era a forma mais segura de nunca ter o suficiente dela.
Wayne Dyer – escritor americano

Porém, tenho o dever moral de lhe dizer algo: suponhamos que você aceite que ninguém está chegando. Se você se lança a viver uma vida livre de “esperas”, e mesmo assim, alguém chega! O que fazer nesses casos? Bem, dê infinitas graças a Deus! Brinque com a alegria que lhe gerará essa agradável surpresa. Mas faça assim: foi uma surpresa! Essa atitude liberta do possível sofrimento que gera a espera ao ver-se defraudada. Saiba que ninguém virá, mas se vier, receba de braços abertos! 

Há alguns anos, quando meu pai me ajudou a pagar alguns compromissos financeiros, fez sem que eu pedisse. Imagine se eu dissesse: “obrigado papai, mas eu não preciso de sua ajuda”. Bem, confesso que faria isso por minha postura orgulhosa, mas meu anjo da guarda gritou em meus ouvidos: “Grandessíssimo estúpido!  Não vê que não temos como pagar? Nem no céu nos emprestam mais! ”, ou algo parecido. Então, simplesmente sorri, agradeci e aceitei sua ajuda. 

Saber que ninguém está chegando o obrigará a crescer e amadurecer como pessoa. Pode ser um pouco doloroso esse crescimento, sobretudo o susto inicial em aceitá-lo, como quando nascem os dentes do siso, mas conseguirá, em um futuro muito próximo, reconhecer-se como líder de projetos, o salvador de si mesmo e dos outros, incrementará muitíssimo sua autoestima, os problemas lhe assustarão cada vez menos e você vai enfrentá-los cada vez mais (até os de outras pessoas), chegará a se sentir como um gigante que ajuda a resolver os problemas de seus irmãos, vai experimentar a paz do dever cumprido, viverá muitos momentos para crescer. Descobrirá valores, habilidades e forças, talvez ainda desconhecidas em você. Todas essas razões serão um motivo a mais para que você mantenha sua...emoção por existir!

JCF
Tradução: Adri Silveira

sábado, 23 de abril de 2016

Neville Goddard 1948 Lições - Lição Um



Neville Goddard – Lições 1948

Instrução Classe

Neville Goddard – Lições 1948 consiste de 5 lições e uma sessão de perguntas e respostas. Essa série também foi publicada por Margaret Ruth Broome, uma ávida estudante de Neville, como O Milagre do Livro da Imaginação.
A série Neville Goddard Lições 1948 tem o formato de um guia de estudo, e o formato original era o de um pequeno livreto encadernado, que você pode ver na imagem abaixo, e originalmente chamado “Neville – Class Instruction”.


Neville Goddard – Lições 1948 Introdução

 É minha esperança que cada um de vocês saiba exatamente o que quer, pois eu estou convencido que cada desejo de seu coração pode ser realizado aplicando a técnica que darei a você nessas lições. A fim de que você receba o total benefício dessas instruções, deixe-me expor minha plataforma claramente.
A Bíblia não tem nenhuma referência a qualquer pessoa, ou pessoas que já existiram, ou a qualquer evento que tenha ocorrido na Terra. Os antigos historiadores não estavam escrevendo história, mas uma lição num quadro alegórico, de certos princípios básicos, vestidos em trajes de história. Elas foram adaptadas à limitada capacidade da maioria do povo menos exigente e crédulo.
Através dos séculos as personificações registradas nas escrituras foram erroneamente tomadas por pessoas; suas lições em quadros alegóricos para a história; o veículo que transmitiu a instrução para a instrução; e o primeiro sentido bruto apurado no seu sentido último pretendido.
A diferença entre a forma da Bíblia e sua substância é tão grande quanto a diferença entre um grão de milho e o germe de vida dentro desse grão...


Neville Goddard 1948 Lições

Instrução Classe Lição Um

Consciência é a Única Realidade

Esse vai ser um curso muito prático. Portanto, eu espero que todos nessa classe tenham muito claro o que desejam, pois eu estou convencido que você pode realizar seus desejos através das técnicas que vai receber aqui nessa semana, nessas cinco lições. Para que possa receber o completo benefício dessas instruções, deixe-me dizer agora que a Bíblia não tem nenhuma referência a qualquer pessoa que tenha existido, ou a qualquer evento que tenha ocorrido na Terra. 

Os antigos historiadores não estavam escrevendo história, mas uma lição num quadro alegórico, de certos princípios básicos, vestidos em trajes de história. Elas foram adaptadas à limitada capacidade da maioria do povo menos exigente e crédulo. 

Através dos séculos as personificações registradas nas escrituras foram erroneamente tomadas por pessoas; suas lições em quadros alegóricos para a história; o veículo que transmitiu a instrução para a instrução; e o primeiro sentido bruto apurado no seu sentido último pretendido.
A diferença entre a forma da Bíblia e sua substância é tão grande quanto a diferença entre um grão de milho e o germe de vida dentro desse grão. Assim como nosso sistema digestivo faz a discriminação entre a comida que pode ser assimilada em nosso organismo e a que deve ser descartada, também nossas faculdades intuitivas despertas descobrem nas alegorias e parábolas, a psicológica vida-germe da Bíblia; e, alimentados nisso, nós também, rejeitamos a forma como a mensagem é transmitida.
O argumento contra a historicidade da Bíblia é muito longo; consequentemente, sua inclusão não é adequada nessa interpretação psicológica prática de suas histórias.
Por isso, eu não vou perder tempo tentando convencê-lo que a Bíblia não é um fato histórico.

Essa noite eu pegarei quatro histórias a mostrarei a você o que o antigo historiador pretendia que eu e você víssemos nessas histórias. Os antigos professores ligaram verdades psicológicas a fálicas e solares alegorias. Eles não conheciam muito da estrutura psicológica do homem como os modernos cientistas, nem conheciam muito a respeito dos céus como nossos modernos astrônomos. Mas o pouco que sabiam, eles usaram sabiamente e construíram estruturas fálicas e solares, às quais ligavam as verdades psicológicas que tinham descoberto.
No Antigo Testamento você vai encontrar muito do culto Fálico. Por não ser útil, eu não vou enfatizar isso. Eu apenas mostrarei a você como interpretar.
Antes de irmos ao primeiro dos dramas psicológicos que você e eu podemos usar em um sentido prático, deixe-me dizer os dois nomes excepcionais da Bíblia: um deles você eu traduzimos como DEUS ou JEOVÁ, e o outro que nós chamamos seu filho, o temos como JESUS.
Os antigos soletravam esses nomes usando pequenos símbolos. A língua antiga, conhecida como língua Hebraica, não era uma linguagem que você explorava com a respiração. Era uma linguagem mística nunca proferida pelo homem. Aqueles que a entendiam, o faziam como os matemáticos entendem os símbolos de matemática avançada. Não é algo que qualquer pessoa usava para transmitir pensamentos, como agora eu utilizo a língua Inglesa.
Eles disseram que o nome de Deus foi escrito, JOD HE VAU HE. Tomarei estes símbolos e em nosso normal, à linguagem da terra, os explico dessa maneira.
A primeira letra, JOD no nome de DEUS é uma mão ou uma semente, não apenas uma mão, mas a mão do diretor. Se há um órgão no homem que o discrimina e o mantém separado de toda a criação do mundo é sua mão. O que chamamos de uma mão no macaco antropoide não é uma mão. Ela é usada somente com o propósito de levar comida à boca ou para se balançar de galho em galho. O formato da mão do homem, ela molda. Você não pode realmente se expressar sem sua mão. Esta é a mão do construtor, a mão do diretor; dirige e molda, e constrói dentro de seu mundo. Os antigos historiadores chamavam a primeira letra JOD, a mão, ou a semente absoluta de onde toda a criação virá. 

Para a segunda letra, HE, eles deram o símbolo de uma janela. Uma janela é um olho ... a janela é para a casa o que o olho é para o corpo.
A terceira letra, VAU, eles chamavam de prego. O prego é usado com o propósito de manter duas coisas juntas. A conjunção "e" na língua hebraica é simplesmente a terceira letra, ou VAU. Se eu quero dizer "homem e mulher", eu coloco o VAU no meio, isso os mantém ligados juntos.
A quarta e última letra, HE, é outra janela ou olho. Nessa moderna linguagem da nossa terra, você pode esquecer os olhos e janelas e as mãos, e olhar para isso desse modo. Você está sentado aqui agora.
Essa primeira letra, JOD, é o seu EU SOU, sua consciência. Você está ciente de estar consciente...essa é a primeira letra. Por essa consciência, todos estados de consciência vêm.
A segunda letra, HE, chamada de olho, é sua imaginação, sua habilidade para perceber. Você imagina ou percebe algo que parece ser diferente de Você. Como se você estivesse perdido em devaneios e contemplasse os estados mentais de uma forma individual, fazendo do pensador e seus pensamentos entidades separadas.
A terceira letra, VAU, é a sua capacidade de sentir que você é o que você deseja ser. Como você sente que é isso, você se torna consciente de ser isso. Para andar como se você fosse o que você quer ser é preciso levar o seu desejo para fora do mundo imaginário e colocar o VAU sobre dele. Você completou o drama da criação. Estou ciente de alguma coisa. Então eu me torno consciente de ser realmente aquilo de que eu estava ciente.
A quarta e última letra do nome de Deus é outra HE, outro olho, que significa o mundo objetivo visível, que constantemente dá testemunho daquilo que estou consciente de ser. Você não faz nada sobre o mundo objetivo; ele sempre se molda em harmonia com o que você está consciente de ser. Foi dito a você que este é o nome pelo qual todas as coisas são feitas, e sem ele nada do que foi feito se fez.

O nome é simplesmente o que você tem agora que está sentado aqui. Você está consciente de ser, não está? Certamente você está. Também está consciente de coisas que são diferentes de si mesmo: a sala, os móveis, as pessoas. Você pode se tornar seletivo agora. Talvez você não queira ser diferente do que você é, ou possuir o que você vê. Mas você tem a capacidade de sentir o que seria como se você fosse agora diferente do que é. Conforme você assumir que você é o que você quer ser, você completou o nome de Deus ou JOD HE VAU HE.

O resultado final, a objetivação da sua pretensão, não deve preocupar você. Isso será visível automaticamente quando você assumir a consciência de ser isso.

Agora, vamos voltar ao nome do Filho, pois ele dá ao filho domínio por através do mundo. Você é aquele Filho, você é o grande Joshua, ou Jesus, da Bíblia. Você conhece o nome Joshua ou Jehoshua que nós anglicizamos como Jesus. O nome do Filho é quase como o nome do Pai. As primeiras três letras do nome do Pai são as primeiras três letras do nome do Filho, JOD HEVAU, então adicione o SHIN e o AYIN, fazendo com que o nome escrito do Filho seja, JOD HEVAU SHIN AYIN.

Você já ouviu que as três primeiras são: JOD HE VAU.
JOD significa que você está consciente; HE significa que você está consciente de algo; e VAU significa que você se tornou consciente de ser aquilo do qual estava ciente. Você tem o domínio, porque tem a capacidade de conceber e tornar-se aquilo que você concebe. Esse é o poder da criação. Mas por foi colocado o SHIN no nome do Filho? Por causa da infinita misericórdia do nosso Pai. Lembre-se, o Pai e o Filho são um. Mas quando o Pai se torna consciente de ser homem, ele coloca dentro da condição chamada humana o que ele não deu a si mesmo. Ele coloca o SHIN com essa finalidade; o SHIN é simbolizado como um dente. O dente é o que consome, o que devora. Eu devo ter dentro de mim o poder de consumir o que eu agora não gosto. Eu, em minha ignorância, trouxe para o nascimento certas coisas que agora eu não gosto e gostaria de deixar para trás. Não estavam dentro de mim as chamas que consumiriam isso, eu deveria estar condenado para sempre a viver no mundo de todos os meus erros. Mas há o SHIN, ou chama, no nome do Filho, que permite que o Filho se torne separado das situações que Ele formalmente expressa no mundo. O homem é incapaz de ver o que não seja o conteúdo de sua própria consciência. Se agora eu começo a me desligar desta sala para voltar minha atenção para longe daqui, então, eu não estou mais consciente dela. Há algo em mim que a consome dentro de mim. Ela só pode viver dentro do meu mundo objetivo se eu a mantiver em minha consciência. Isso é o SHIN, ou o dente, no nome do Filho que lhe dá o domínio absoluto. Por que ele não poderia existir no nome do Pai? Por uma simples razão: nada pode deixar de ser no Pai. Mesmo as coisas desagradáveis não podem deixar de ser. Se eu alguma vez dei expressão, para todo o sempre permanece trancado dentro do dimensionalmente Eu Maior que é o Pai. Mas eu não gostaria de manter vivos dentro do meu mundo, todos meus erros. Então eu, em minha infinita misericórdia dei a mim mesmo, quando me tornei homem, o poder de começar a me desconectar dessas coisas que eu, em minha ignorância, trouxe como manifestações em meu mundo. Esses são os dois nomes que lhe dão o domínio. Você tem o domínio se, conforme caminha pela terra, souber que sua consciência é Deus, somente a única realidade.

Você se torna consciente de algo que você gostaria de expressar ou possuir. Você tem a habilidade de sentir o que você é e possuir aquilo, mas um momento antes era imaginário. O resultado final, a corporificação de sua pretensão, está completamente fora das funções da mente tridimensional. Ele surge de uma forma que ninguém conhece. Se esses dois nomes estão claros nos olhos de sua mente, você verá que eles são seus nomes eternos. Assim como você se senta aqui, você é esse JOD HEVAU HE; você é o JOD HEVAU SHIN AYIN.
As histórias da Bíblia preocupam-se exclusivamente com o poder da imaginação. Elas são realmente dramatizações da técnica da oração, pois a oração é o segredo para mudar o mundo. A Bíblia revela a chave pela qual o homem entra em um mundo dimensionalmente maior com a finalidade de alterar as condições do mundo menor em que vive. Uma oração concedida implica que algo é feito em consequência da oração, que de outra forma não teria sido feito. Portanto, o homem é a fonte de ação, a mente que direciona, e aquele que concede a oração. As histórias da Bíblia contêm um poderoso desafio à capacidade de raciocínio do homem. A verdade fundamental que, elas são dramas psicológicos e não fatos históricos, exige reiteração, na medida em que é a única justificativa para as histórias. Com um pouco de imaginação, podemos facilmente traçar o sentido psicológico em todas as histórias da Bíblia. “E Deus disse, Façamos o homem à nossa imagem e segundo nossa semelhança; e que ele tenha domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e mais todo réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. ” Gen. 1:26,27.

Aqui no primeiro capítulo da Bíblia os antigos mestres lançaram as bases de que Deus e o homem são um, então Deus nunca pode estar afastado, mesmo para estar perto, pois proximidade implica separação. Surge a pergunta: O que é Deus? Deus é o conhecimento do homem, sua consciência, seu EU SOU. O drama da vida é o psicológico em que trazemos circunstâncias para passar através de nossas atitudes, ao invés de nossos atos. A pedra angular sobre a qual todas as coisas são baseadas é o conceito do homem sobre si mesmo. Ele age da forma que faz, e tem as experiências que tem, porque isso é o seu conceito de si mesmo, e por nenhuma outra razão. Se ele tivesse um conceito diferente de si mesmo, ele agiria de forma diferente e teria experiências diferentes. O homem, ao assumir o sentimento de seu desejo totalmente realizado, modifica seu futuro em harmonia com sua pretensão, pois, suposições ainda que falsas, se mantidas, vão cristalizar e formar o fato.

A mente indisciplinada tem dificuldade de assumir um estado que é negado pelos sentidos. Mas os professores antigos descobriram que o sono, ou um estado semelhante ao sono, ajudam o homem a transformar sua pretensão. Portanto, eles dramatizaram o primeiro ato criativo do homem como aquele em que o homem estava em um profundo sono.
Isto não só estabelece o padrão para todos os futuros atos criativos, mas mostra-nos que aquele homem tem apenas uma substância que é verdadeiramente sua, para usar na criação de seu mundo, e que é ele mesmo.

  "E o Senhor Deus (homem) causou um profundo sono a cair sobre Adão e ele dormiu: e tomou uma das suas costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher "Gn. 2: 21, 22. Antes de Deus formar esta mulher para o homem, ele traz a Adão os animais do campo e as aves do céu, e Adão tem que nomeá-los. "Tudo quanto Adão chamou a toda a alma vivente, esse foi o seu nome." Se você vai tomar uma concordância ou um dicionário bíblico e procurar pela palavra coxa, usada na presente história, você vai ver que ela não tem nada a ver com a coxa.  Ela é definida como as partes moles que são criativas em um homem, que pendem sobre a sua coxa. Os antigos contadores de histórias usaram este quadro fálico para revelar uma grande verdade psicológica.

Um anjo é um mensageiro de Deus. Você é Deus, como você acabou de descobrir a sua consciência é Deus, e você tem uma ideia, uma mensagem. Você está lutando com uma ideia, pois não sabe que você já é aquilo que contempla, tampouco acredita que você poderia tornar-se isso. Você gostaria de ser, mas não acredita que pode. Quem lutou com o anjo? Jacó. E a palavra Jacó, por definição, significa suplantar. Você gostaria de transformar-se e tornar-se aquilo que a razão e seus sentidos negam. Enquanto você luta com o seu ideal, tentando sentir que você é isso, é isso que acontece. Quando você sente realmente que você é isso, algo sai de você. Você pode usar palavras, “Quem me tocou, pois percebo virtude indo para fora de mim? ” Você torna-se, por um momento, depois de uma meditação bem-sucedida, incapaz de continuar no ato, como se fosse um ato físico criativo. Você fica tão impotente depois de ter orado com sucesso como fica após o ato criativo físico. Quando você está satisfeito, você não está mais desejoso disso. Se o desejo persistir, você não explodiu a ideia dentro de você, realmente não teve sucesso em tornar-se consciente de ser o que você queria ser. Havia ainda aquela avidez quando você saiu do profundo. Se eu posso sentir que eu sou, embora alguns segundos atrás, eu sabia que não era, mas desejava ser, então eu não estou mais desejoso de ser isso. Eu já não estou ávido, porque me sinto satisfeito nesse estado. Quando algo diminui dentro de mim, não fisicamente, mas em meus sentimentos, em minha consciência, essa é a criatividade do homem. Ele então diminui o desejo, ele perde o desejo de continuar nesta meditação. Ele não interrompe fisicamente, simplesmente não tem vontade de continuar o ato de meditação.

Quando você ora, acredita que recebeu, e deve receber. Quando o ato criativo físico é concluído, o nervo que está sobre a juntura da coxa do homem encolhe, e ele se encontra impotente ou descansando. De modo semelhante, quando um homem ora com sucesso, ele acredita que já é o que desejava ser, portanto, ele não pode continuar desejando ser o que ele já está consciente de ser. No momento de satisfação, física e psicológica, algo sai para fora, que por sua vez dá testemunho ao poder criativo do homem.

A nossa próxima história está no capítulo 38 do livro de Gênesis. Aqui está um Rei cujo nome é Judá, cujas três primeiras letras do nome também começam com JOD HE VAU. Tamar é sua nora. A palavra Tamar significa palmeira, ou a mais bonita, a mais digna. Ela é graciosa e bonita para se olhar e é chamada de palmeira. Alta, imponente palmeira floresce mesmo no deserto – onde quer que ela esteja é um oásis. Quando você vê uma palmeira no deserto, é encontrado o que você mais procura nessa terra árida. Não há nada mais desejável a um homem que se move através do deserto, do que a visão de uma palmeira. No nosso caso, para ser prático, o nosso objetivo é a palmeira. Ela é a imponente beleza que nós procuramos. Seja o que for que você e eu queiramos, o que verdadeiramente desejamos, é personificado na história como Tamar, a bela.

Nos contam que ela se vestiu com os véus de uma prostituta, e se sentou em uma praça pública. Seu sogro, o Rei Judá, quando passou, ficou tão apaixonado por essa mulher que estava coberta pelos véus, que lhe oferece um filho para ter intimidade com ela. Ela responde: “O que você me dará como garantia de que me darás um filho? ”olhando ao redor ele disse, “O que você deseja que eu dê como garantia? ” Ela respondeu, “Me dê seu anel, me dê seus braceletes, e me dê seu pessoal. ” Diante disso, ele tomou de sua mão o anel, e a pulseira, e deu a ela juntamente com seu cetro. E ele se deitou com ela e a reconheceu, e ela deu-lhe um filho. Essa é a história. Agora para a interpretação. O homem tem um dom que é verdadeiramente seu para dar, e que é ele mesmo. Ele não tem outra dádiva, como disse a você no primeiro ato criativo de Adão gerando a mulher para fora de si mesmo. Não havia nenhuma outra substância no mundo, senão a si mesmo com o qual ele poderia moldar o objeto de seu desejo.

De modo semelhante Judá tinha apenas um presente que era verdadeiramente seu para dar - ele próprio, como o anel, as pulseiras e os empregados simbolizaram, pois estes eram os símbolos de seu reinado.
O homem oferece o que não é ele mesmo, mas a vida exige que ele dê a única coisa que o simboliza. “Me dê seu anel, me dê seu bracelete, me dê seu cedro”. Essas coisas fazem o rei. Quando ele as dá então ele dá a si mesmo. Você é o grande Rei Judá. Antes que você possa conhecer sua Tamar e fazê-la nutrir sua semelhança no mundo, você deve ir até ela e dar a si mesmo. Suponha que eu queira segurança. Eu não posso obtê-la por saber que pessoas a têm. Eu não posso obtê-la puxando as cordas. Eu devo tornar-me consciente de ser seguro. Vamos dizer que eu quero ser saudável. Pílulas não vão fazer isso. Dietas ou clima não vão fazer isso. Eu preciso ter consciência de ser saudável, assumindo a sensação de ser saudável. Talvez eu queira ser elevado neste mundo. Apenas olhando para reis e presidentes e pessoas nobres, e vivendo em seus reflexos, não vai me fazer digno. Eu devo tornar-me consciente de ser nobre e digo, e caminhar como se eu fosse o que eu agora quero ser.

Quando eu entro nesse aspecto, dou a mim mesmo a imagem que infesta minha mente, e com o tempo ela me nutre com a criança; o que significa que eu objetivo um mundo em harmonia com o que estou consciente de ser. Você é o Rei Judá e também é Tamar. Quando você se torna consciente de ser o que você quer ser você é Tamar. Então você cristaliza seu desejo dentro do mundo que o cerca. Não importa qual história você leu na Bíblia, não importa quantos personagens os antigos historiadores introduziram no drama, há somente uma coisa que você e eu devemos sempre ter em mente – todas elas têm lugar dentro da mente do homem individual. Todos os personagens vivem na mente do homem individual. Conforme você lê a história, a torna padrão de si mesmo. Saiba que a sua consciência é a única realidade. Então, saiba o que quer ser, assuma o sentimento de ser o que você quer ser, e mantenha-se fiel à sua pretensão, vivendo e agindo em sua convicção. Sempre aplique esse padrão.

Nossa terceira interpretação é a história de Isaac e seus dois filhos: Esaú e Jacó. O quadro é desenhado por um homem cego sendo enganado por seu segundo filho dando a ele a bênção que pertencia ao primeiro filho.
A história enfatiza que o engano foi realizado através do sentido do tato. E Isaac disse junto a Jacó, “Chegai, peço-te que eu possa sentir-te, meu filho, se és verdadeiramente meu filho Esaú ou não. ” E Jacó foi para junto de seu pai Isaac; e ele o apalpou...e sucedeu que, assim que Isaac tinha acabado de abençoar Jacó, e Jacó ainda estava saindo da presença de seu pai Isaac, Esaú seu irmão chegou de sua caçada. “Gen. 27:21, 30. Esta história pode ser muito útil se você a renovar agora. Novamente mantendo na mente que todos os personagens da Bíblia são personificações de ideias abstratas e devem ser cumpridas no homem individual. Você é o pai Isaac e os dois filhos. Isaac é velho e cego, e sentindo a proximidade da morte, chama seu primeiro filho Esaú, um rapaz rude e peludo, e o manda à floresta para que possa trazer um pouco de carne de veado. O segundo filho, Jacó, um rapaz de pele lisa, ouviu secretamente o pedido de seu pai.
Desejando o direito de primogenitura de seu irmão, Jacó, o rapaz de pele lisa, abateu um cabrito do rebanho de seu pai e lhe tirou a pele. Então, vestido com as peles do animal que ele abateu, chegou com muita sutileza e traiu seu pai fazendo-o acreditar que ele era seu filho Esaú. O pai disse: “chegue perto meu filho para que eu possa sentir você. Eu não posso ver, mas venha para que eu possa senti-lo. ” Note a importância que é colocada sobre o sentimento nessa história. 
Ele chegou perto e seu pai lhe disse: “A voz é a voz de Jacó, porém as mãos, são as mãos de Esaú. ” E sentindo a aspereza, realmente de seu filho Esaú, ele pronunciou a bênção e a deu a Jacó.

Está dito na história que, assim que Isaac pronunciou a bênção e Jacó mal tinha saído da sua presença, o seu irmão Esaú chegou da sua caça. Essa é uma parte importante. Não fique angustiado com a nossa abordagem prática disso, enquanto está sentado aqui você, também, é Isaac. Essa sala na qual está sentado é seu Esaú presente. Este é o mundo áspero ou sensivelmente conhecido, pela razão de seus órgãos corporais. Todos os seus sentidos testemunham o fato de que você está aqui nesta sala. Tudo lhe diz que você está aqui, mas talvez você não queira estar aqui. Você pode aplicar isso em direção a qualquer objetivo. A sala em que você está sentado em qualquer momento - o ambiente em que você está colocado, esse é o seu mundo áspero ou sensivelmente conhecido ou filho, que é personificado na história como Esaú. O que você gostaria no lugar do que você tem ou está é o seu estado de pele lisa ou Jacó, o suplantador. Você não manda seu mundo visível para a caça, como muitas pessoas, pela negação. Dizendo que isso não existe você torna isso tudo mais real. Ao invés, você simplesmente remove sua atenção da área sensível que neste momento é a sala ao redor de você, e concentra sua atenção no que quer colocar nesse lugar, que você quer tornar real. Concentrando-se no seu objetivo, o segredo é trazê-lo aqui. Você deve criar outro lugar aqui, e então agora, imagine que seu objetivo está tão perto que você pode senti-lo. Suponha que nesse momento eu queira um piano aqui nesta sala. Não fazer isso, mas ver um piano no olho da minha mente existindo em qualquer lugar, visualizar nessa sala como se estivesse aqui e colocar minha mão mental sobre o piano e o sentir solidamente verdadeiro, é levar esse estado subjetivo personificado como meu segundo filho Jacó e trazer tão perto que eu posso sentir. Isaac é chamado de homem cego. Você está cego porque não pode ver seu objetivo com seus órgãos físicos, você não pode ver com seus sentidos objetivos. Você só percebe com sua mente, mas traz para tão perto que pode sentir isso como se estivesse aqui solidamente real agora. Quando isso for feito e você se perder nessa realidade e sentir que isso é real, abra seus olhos. Quando você abre seus olhos o que acontece? A sala que havia ficado para fora momentos atrás retorna da caça. Você deu a bênção mais cedo – sentiu o estado imaginário como real – então o mundo objetivo, que aparentemente era irreal, retorna. Ele não fala com você em palavras como registrado por Esaú, mas a própria sala ao redor de você lhe diz pela sua presença que você tem sido auto enganado.

Ela fala a você que quando estava perdido em sua contemplação, sentindo que você era agora o que queria ser, sentindo que agora você possuía o que deseja possuir, que você estava simplesmente se enganando. Olhe esta sala. Ele nega que você está em outro lugar. Se você conhece a lei, agora diz: “Embora seu irmão tenha vindo até mim com sutileza, me traído e tomado seu direito de primogetura, eu dei a ele minha bênção e não posso me retrair. ” Em outras palavras, você permanece fiel a essa realidade subjetiva, e não tira dela o direito de nascimento. Você deu a ela o direito de nascer e ela vai se tornar objetiva dentro de seu mundo. Não há espaço nesse seu espaço limitado para que duas coisas ocupem o mesmo lugar ao mesmo tempo. Ao fazer o subjetivo real, ele ressuscita dentro de seu mundo. Pegue a ideia que você quer incorporar, e assuma que você já é isso. Perca-se no sentimento de que essa pretensão é solidamente real. Como você lhe dá essa sensação de realidade, você está dando a bênção que pretende ao mundo objetivo, e você não tem que ajudar no seu nascimento mais do que você tem que ajudar o nascimento de uma criança ou uma semente que você planta no solo.

A semente que você planta cresce sem a ajuda de um homem, pois ela contém dentro de si mesma todo o poder e todo o planejamento necessário para sua auto expressão. Você pode esta noite reviver o drama de Isaac abençoando seu segundo filho e ver o que acontece no futuro imediato em seu mundo. Seu ambiente atual desaparece, todas as circunstâncias da vida mudam e abrem caminho para a vinda daquilo para o qual tem dado sua vida. Como você caminha, sabendo que você é o que queria ser, você objetiva isso sem qualquer outra ajuda.

A quarta história desta noite é retirada do último dos livros atribuídos a Moises. Se você precisa de provas que Moises não escreveu isso, leia a história cuidadosamente. Pode ser encontrada no capítulo 34 do livro de Deuteronômio. Pergunte a qualquer padre ou rabino, “quem é o autor deste livro? ”, e eles lhe dirão que Moises o escreveu. No capítulo 34 do livro de Deuteronômio você vai ler sobre um homem escrevendo seu próprio obituário, isto é, Moises escreveu esse capítulo. Um homem pode se sentar e escrever o que ele gostaria que fosse colocado sobre seu túmulo, mas aqui está um homem que escreveu seu próprio obituário. Então ele morre, e tão completamente apaga a si mesmo, que ele desafia a posteridade a encontrar onde ele enterrou a si próprio. “Assim Moisés, servo do Senhor, morreu na terra de Moabe, conforme a palavra do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte Bethpoer:
Mas ninguém conhece da sua sepultura até hoje. Tinha Moisés cento e vinte anos de idade quando morreu: seu olho não era fraco, nem lhe fugira o vigor. "Deut. 34: 5, 6,7.

Você deve esta noite - não amanhã - aprender a técnica de escrever o seu próprio obituário, e tão completamente morrer para quem você é que ninguém neste mundo pode dizer onde você enterrou o velho homem.
Se você está agora doente e você se torna bem, e eu sei que, em virtude do fato de que você está doente, onde você pode apontar e dizer-me que enterrou o doente? Se você é pobre e pede emprestado a cada amigo que você tem, e então de repente você rola na riqueza, onde você enterrou o homem pobre? Você limpou tão completamente a pobreza no olho de sua mente, que não há nada neste mundo que você pode apontar e reivindicar, que é onde eu deixei. A transformação completa de consciência limpa todas as evidências de que qualquer coisa que não seja isso já tenha existido no mundo. A técnica mais bonita para a realização dos objetivos no homem é dada no primeiro versículo do capítulo 34 do livro de Deuteronômio: “Então subiu Moisés das planícies de Moabe até o monte Nebo, ao cume de Pisgah, que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe toda a terra desde Gilead até Dan.”

Você lê esse versículo e diz, “e daí? ” Mas pegue a concordância e procure as palavras. A primeira palavra, Moisés, meios para extrair, para resgatar, para levantar para fora, para ir buscar. Em outras palavras, Moisés é a personificação do poder no homem que pode tirar do homem o que ele procura, pois tudo vem de dentro, não de fora. Você desenha a partir de dentro de si mesmo o que você agora quer expressar como algo objetivo para si mesmo. Você é Moisés saindo das planícies de Moabe. A palavra Moabe é a contração de duas palavras Hebraicas, Mem e Ab, que significam mãe-pai. Sua consciência é mãe-pai, não há outra causa no mundo. Seu EU SOU, sua consciência, é esse Moabe ou mãe-pai. Você está sempre desenhando algo fora dele. A próxima palavra é Nebo. Em sua concordância Nebo é definida como uma profecia. Uma profecia é algo subjetivo. Se eu digo, “Assim-e-assim será”, essa é a imagem na mente; não é ainda um fato. Nós temos que esperar e provar ou refutar essa profecia.

Em nossa linguagem Nebo é seu anseio, seu desejo. Ele é chamado de montanha, porque é algo que parece difícil de subir e é, portanto, aparentemente impossível de realização. Uma montanha é algo maior do que você é, ele domina você. Nebo personifica o que você quer ser em contraste com o que você é. A Palavra Pisgah, por definição, é contemplar. Jericó é um odor perfumado. E Gilead significa colinas de testemunhas.
A última palavra é Dan, o Profeta.

Agora, coloque todos juntos, em um sentido prático, e veja o que os anciãos tentaram nos dizer. Como eu estou aqui, tendo descoberto que a minha consciência é Deus, e que eu posso simplesmente sentindo que eu sou o que eu quero ser, me transformar à semelhança do que eu estou supondo que eu sou, eu sei agora que eu sou tudo o que é preciso para escalar esta montanha. Eu defino meu objetivo. Eu não o chamo de Nebo, eu o chamo de meu desejo. O que quer que eu queira, isso é meu Nebo, essa é minha grande montanha que eu vou escalar. Agora eu começo a contemplar isso, pois eu devo escalar até o pico de Pisgah. Eu tenho que contemplar meu objetivo de uma tal maneira que eu tenha a reação que cause satisfação. Se eu não tiver a reação que satisfaz, então Jericó não é visto, pois Jericó é um odor perfumado. Quando eu sinto que eu sou o que eu quero ser, eu não posso suprimir a alegria que vem com esse sentimento. Eu devo sempre contemplar meu objetivo até atingir o sentimento de satisfação personificado como Jericó. Então eu não preciso fazer nada para tornar isso visível em meu mundo; pois as montanhas de Gilead, que significa homem, mulher, criança, todo o vasto mundo que me rodeia, serão testemunhas. Eles vêm testemunhar que eu sou o que eu mesmo assumi ser, e estou sustentando dentro de mim. Quando meu mundo está de acordo com a minha suposição a profecia se cumpriu. Se agora eu sei o que quero ser, e assumo que eu sou isso, e caminho como se eu fosse, eu me torno isso e me tornando isso eu morro tão completamente para meu antigo conceito de ser, que eu não posso apontar para nenhum lugar nesse mundo e dizer: esse é o lugar onde meu antigo eu está enterrado. Eu morri tão completamente que desafio a posteridade a sempre tentar encontrar onde está enterrado meu velho eu.

Deve haver alguém nesta sala que vai transformar-se tão completamente neste mundo, que seu círculo de amigos mais próximos não vai reconhecê-lo. Por dez anos eu fui um dançarino, me apresentando em shows na Broadway, em teatros de variedades, clubes noturnos, e na Europa. Houve um tempo em minha vida que eu pensei que não poderia viver sem determinados amigos em meu mundo. Eu devia preparar uma mesa todas as noites após o teatro e todos tínhamos que jantar bem. Eu pensava que nunca poderia viver sem eles. Hoje eu confesso que não poderia viver com eles. Não temos mais nada em comum atualmente. Quando nos encontramos, não andamos propositadamente em lados opostos da rua, mas é sempre um encontro frio porque nós não temos nada para conversar. Eu morri completamente para aquela vida, que quando eu encontro aquelas pessoas eles nem mesmo podem falar dos velhos tempos. Mas há pessoas hoje em dia que ainda vivem nesse estado, ficando cada vez mais pobres. Eles sempre gostam de falar dos velhos tempos. Eles nunca enterram absolutamente aquele homem, ele está muito vivo dentro de seus mundos. Moisés tinha 120 anos, completos, idade maravilhosa como indica: 1 mais 2 mais zero é igual a três, o número símbolo da expressão. Eu estou totalmente consciente de minha expressão. Meus olhos estão claros e as funções naturais de meu corpo não estão diminuídas. Estou plenamente consciente de ser o que eu não quero ser. Mas conhecendo esta lei com a qual o homem se transforma, eu assumo que eu sou o que quero ser e caminho na suposição que isso está feito.

Tornando-se isso, o velho homem morre e tudo o que era relacionado ao antigo conceito de seu ser, morre com ele. Você não pode levar nenhuma parte do velho homem para dentro do novo homem. Você não pode colocar vinho novo em garrafas velhas ou novo remendo numa roupa gasta. Você deve ser um novo ser completamente. Como assume que você é o que quer ser, você não precisa da ajuda de outros para fazer isso também. Nem precisa da ajuda de ninguém para enterrar o velho homem para você. Deixe que os mortos enterrem os mortos. Nem sequer olhe para trás, pois nenhum homem tendo posto a mão no arado e olha para trás é apto para o reino dos céus. Não se pergunte como essa coisa vai ser. Não importa se sua razão negar isso. Não importa se todo o mundo ao seu redor negar isso. Você não tem que enterrar o velho. “Deixe os mortos enterrarem os mortos. ” Você enterrará o passado mantendo-se fiel ao seu novo autoconceito, que você vai desafiar todo o grande futuro a encontrar onde você o enterrou. Até o dia de hoje nenhum homem em toda Israel descobriu a sepultura de Moises.
Essas são as quatro histórias que eu prometi a você esta noite. Você deve aplica-las todos os dias em sua vida. Mesmo que a cadeira na qual esteja sentado agora pareça dura e não se presta à meditação, você pode, pela imaginação, fazer a cadeira mais confortável do mundo. Deixe-me agora definir a técnica como eu quero que você a empregue. Eu acredito que cada um de vocês veio aqui esta noite com uma imagem clara de seu desejo. Não diga que isso é impossível. Você quer isso? Você não tem que usar seu código moral para realizar isso. Está totalmente fora do alcance do seu código. Consciência é a única realidade. Portanto, devemos formar o objeto de nosso desejo em nossa própria consciência.
As pessoas têm o hábito de menosprezar a importância das coisas simples, e a sugestão de criar um estado semelhante ao sono, a fim de ajudá-lo a assumir o que razão e seus sentidos negam, essa é uma das coisas simples que você poderia estar desprezando. Contudo, esta simples fórmula para mudar o futuro, que foi descoberta pelos antigos professores, e dada a nós através da Bíblia, pode ser provada por todos.
O primeiro passo para mudar o futuro é Desejar, que é, definir seu objetivo – saber definitivamente o que você quer. Segundo: idealize um evento no qual acredita que poderia encontrar SEGUINDO a realização de seu desejo - um evento que implica a realização de seu desejo – algo que terá a ação do Ser predominante. O terceiro passo é imobilizar o corpo físico e induzi-lo a um estado próximo ao sono. Então mentalmente sinta você mesmo diretamente na ação proposta, imagine todo o tempo que você está executando a ação AQUI E AGORA. Você deve participar da ação imaginária, não apenas ficar atrás observando, mas SINTA que você está realmente executando a ação, de modo que a sensação imaginária seja real para você. É importante sempre lembrar que a ação proposta deve ser aquela que segue o cumprimento de seu desejo, uma que implica a realização. Por exemplo, suponha que você deseja uma promoção no escritório. Então, estar sendo parabenizado seria um evento onde você poderia encontrar a realização de seu desejo. Tendo selecionado esta ação como a que você vai experimentar na imaginação para a promoção no escritório, imobilize seu corpo físico e o induza a um estado beirando o sono, um estado sonolento, mas que ainda seja capaz de controlar a direção de seus pensamentos, um estado em que você está atento, sem esforço. Então visualize um amigo em pé na sua frente. Coloque sua mão imaginária nele. Sinta isso sólido e real, e continue a conversa imaginária com ele em harmonia com a SENSAÇÃO DE TER SIDO PROMOVIDO. Não visualize você mesmo num ponto distante do espaço e num ponto distante do tempo sendo congratulado em sua boa fortuna. Ao invés disso, você FAZ qualquer lugar AQUI e o futuro AGORA.
A diferença entre SENTIR você mesmo na ação, aqui e agora, e visualizar você mesmo na ação, como se estivesse numa tela de cinema, é a diferença entre sucesso e fracasso.
A diferença será percebida, se você agora visualizar-se subindo uma escada. Então, com as pálpebras fechadas imagine que uma escada está bem na sua frente e SINTA-SE REALMENTE SUBINDO OS DEGRAUS.
A experiência me ensinou a restringir a ação imaginária que implica realização do desejo, para condensar a ideia em um único ato, e decretá-lo uma e outra vez até que ele tenha a sensação de realidade. Caso contrário, sua atenção vai vaguear ao longo de uma trilha associativa, e hóspedes de imagens associadas irão se apresentar à sua atenção, e em poucos segundos elas vão levar você a centenas de milhas distante se seu objetivo no ponto do espaço, e anos distante no ponto do tempo.
Se você decide subir um lance de escadas em particular, porque esse é o provável evento para seguir a realização de seu desejo, então você deve restringir a ação a subir esse particular lance de escadas. Caso sua atenção se desvie, traga-a de volta para a tarefa de subir aquele lance de escadas, e continue a fazê-lo até que a ação imaginária tenha toda a solidez e distinção da realidade. A ideia deve ser mantida em sua mente sem qualquer esforço sensível de sua parte. Você deve, com o mínimo empenho, permear a mente com o sentimento do desejo realizado. Sonolência facilita a mudança porque favorece a atenção sem esforço, mas isso não deve ser empurrado para o estado de sono no qual você já não é capaz de controlar os movimentos de sua atenção. Mas um grau moderado de sonolência em que você ainda está apto para direcionar seus pensamentos. A maneira mais eficaz para encarnar um desejo é assumir o sentimento de realizado e então, num estado relaxado e sonolento, repita uma e outra vez como uma canção de ninar, qualquer frase curta que implica a realização de seu desejo, tais como: "Obrigado, obrigado, obrigado" como se você tivesse falado com um poder superior por ter dado a você aquilo que desejou. Eu sei que quando este curso chegar ao fim na sexta-feira muitos de vocês aqui serão capazes de me dizer que realizaram seus objetivos. Duas semanas atrás eu deixei a tribuna de orador e fui até a porta para apertar as mãos do público. Eu estou seguro que pelo menos 35 pessoas de uma classe de 135, me disseram tinha realizado o de desejavam quando se juntaram a essa classe. Isso aconteceu há apenas duas semanas atrás. Eu não fiz nada para influenciar isto, a não ser dar a eles esta técnica de oração. Você não tem que fazer isso acontecer – a não ser aplicar essa técnica de oração. Com seus olhos fechados e seu corpo imóvel, induza um estado próximo ao sono e entre na ação como se você fosse um ator desempenhando um papel. Experiencie na imaginação o que você experienciaria na carne se estivesse agora de posse de seu objetivo. Faça de outro lugar AQUI e AGORA. E o você maior, usando um largo foco irá utilizar todos os meios, e chamá-los de bons, os quais tendem para a produção do que você assumiu. Você está aliviado de toda responsabilidade de fazer isso, porque assim como você imagina e sente que isso é, seu eu dimensionalmente maior determina os meios. Não pense nem por um momento que alguém vai ser ferido, a fim de que isso aconteça, ou que alguém irá ficar desapontado. Isso não deve preocupá-lo. Eu devo dirigir esta casa. Para muitos de nós, educados em diferentes caminhos da vida, somos muito preocupados com os outros. Você pergunta: "Se eu conseguir o que quero será que não implica prejuízo para o outro? Há caminhos que você não conhece, portanto, não se preocupe.
Feche seus olhos agora porque nós vamos entrar em um longo silêncio. Logo você vai ficar tão perdido na contemplação, sentindo que você é o que quer ser, que vai ficar totalmente inconsciente para o fato de que está nesta sala com outras pessoas.
Você vai ter um choque quando abrir os olhos e descobrir que nós estamos aqui. Deverá ser um choque quando você abrir os olhos e descobrir que você não é realmente aquilo que, um momento antes, você sentiu que era, ou sentiu que possuía.
Agora vamos para o profundo.
PERÍODO DE SILÊNCIO... (Estado de Imaginação)

Não preciso lembrá-lo de que você é agora o que você assumiu que é. Não discuta com ninguém, nem mesmo com você.
Você não pode ter um pensamento relativo ao COMO se você já sabe que VOCÊ JÁ É.
Seu raciocínio tridimensional, que é um raciocínio muito limitado, de fato não deve ser trazido para esse drama. Ele não sabe. O que você simplesmente sente como verdade é verdade.
Que ninguém venha lhe dizer que você não pode ter isso.
!!!O que você sente que tem, você terá!!!
E eu prometo a você, que depois que tiver realizado seu objetivo, refletindo, você terá que admitir que essa sua mente racional consciente nunca poderia ter planejado o caminho.
Você é isso e tem isso no exato momento em que se apropriou. Não discuta isso. Não olhe para os outros buscando encorajamento porque a coisa poderia não acontecer. Ela vai acontecer.
Deixe os negócios de seu Pai fazendo tudo normalmente e permita que essas coisas aconteçam em seu mudo.
Fim da primeira aula.

Neville Goddard
Tradução: Adri Silveira


Neville Goddard 1948 Lições - Lição Dois